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Projeto da Música

Dirty Deeds Done Dirt Cheap

AC/DC — guitarras, amplificação, pedais e cadeia de sinal na gravação de "Dirty Deeds Done Dirt Cheap" (1976), faixa-título do 3º álbum australiano da banda.

FDO Music Studio
Banda
AC/DC
Guitarristas
Angus Young (solo) · Malcolm Young (base)
Álbum
Dirty Deeds Done Dirt Cheap (AUS/EUR/NZ, 20/set/1976) · lançamento nos EUA só em mar/1981
Faixa
Dirty Deeds Done Dirt Cheap
Estúdio
Albert Studios, Sydney
Produção
Harry Vanda & George Young

A música

história da gravação · fatos e curiosidades

"Dirty Deeds Done Dirt Cheap" foi gravada em sessões espalhadas nos Albert Studios, Sydney — blocos em julho de 1975, entre dezembro de 1975 e março de 1976 (a faixa-título saiu deste bloco, "pouco depois" das sessões do álbum T.N.T.), e um último em setembro de 1976 — sempre sob produção de Harry Vanda e George Young. O biógrafo Murray Engleheart descreve o disco como "mais áspero" que o T.N.T., reflexo da dificuldade de gravar em meio à agenda apertada da turnê Lock Up Your Daughters. Fato [1][3]

O álbum saiu na Austrália/Europa/Nova Zelândia em 20 de setembro de 1976; a Atlantic Records nos EUA inicialmente rejeitou o disco, com ressalvas sobre os vocais de Bon Scott — só foi lançado lá em março de 1981, depois de Phil Carson (o executivo que assinou a banda) defender o disco citando as vendas de High Voltage. A faixa-título saiu como single australiano em 5 de outubro de 1976. Fato [1]

Curiosidades

Achado central

Mesmos Albert Studios, mesmo produtor, mesma dupla de irmãos guitarristas de "T.N.T." — gravada poucos meses depois. A novidade documental aqui é o amplificador de Malcolm Young: pela primeira vez neste acervo, uma fonte (Guitar.com) nomeia um modelo específico, o Marshall Super Bass 100 de 1971, ao lado do já conhecido Marshall 1959 Super Lead de Angus. A cadeia continua seca, sem pedal, gravada bem antes de a Schaffer-Vega Diversity System (1977) existir no rig da banda.

Mas a janela de gravação (dezembro/1975 a setembro/1976) cai bem em cima da época em que a Gretsch "The Beast" de Malcolm perdeu 2 de seus 3 captadores originais (por volta de 1976/77) — não dá pra confirmar com que configuração ela foi gravada nesta faixa específica.

01

Guitarras

Gibson SG (Angus) · Gretsch Jet Firebird (Malcolm)
Gibson SG — Angus Young Fato — é uma Gibson SG

Sua guitarra principal em estúdio ao longo de toda a era 1975–1976: High Voltage, T.N.T. e Dirty Deeds Done Dirt Cheap. As capas cromadas dos captadores já tinham sido removidas por volta de 1975, dando mais mordida ao som — mesma configuração documentada no projeto de "T.N.T.".

Lore — ano do instrumento O ano exato segue disputado: Ground Guitar cita 1970/71; uma matéria da Guitar.com sobre o rig da era Back In Black descreve "uma 1967 Gibson SG Standard... guitarra de estúdio principal em todos os discos da AC/DC", incluindo um detalhe de fábrica (braço fino e largo por defeito). As duas fontes não batem — nenhuma entrevista do próprio Angus resolve o conflito.

Fontes: Ground Guitar [5] · Woodbrass [6] · Equipboard [7] · Guitar.com [8]
Gretsch G6131 Jet Firebird 1963 "The Beast" — Malcolm Young Fato — modelo base

Guitarra de 1963, apelidada "The Beast", ganha de presente do irmão mais velho George Young e de Harry Vanda. Usada por Malcolm em estúdio e ao vivo desde 1973, com os 3 captadores Filter'Tron originais intactos.

Lore — configuração nesta gravação A cirurgia que deixou só 1 captador (ponte), cobrindo os furos com pickguard branco, aconteceu "por volta de 1976/77" — período que se sobrepõe diretamente à janela de gravação desta faixa (dez/1975–set/1976). Não é possível confirmar se "Dirty Deeds" foi gravada com os 3 captadores ou já com a guitarra modificada.

Fontes: Vintage Guitar magazine [9] · Ground Guitar [10] · Gretsch (oficial) [11]
02

Amplificadores

Marshall Super Lead (Angus) · Marshall Super Bass (Malcolm)
Marshall Model 1959 Super Lead (100W) — Angus Young Fato — via técnico da banda

Cabeçote plexi/metalface de 100W, com gabinetes 4×12 e alto-falantes Celestion G12M Greenback. Descrito como o amplificador usado nos "dois ou três primeiros álbuns" da AC/DC (High Voltage, T.N.T. e Dirty Deeds), segundo entrevista de 2016 do técnico de guitarra da banda à Premier Guitar — atribuição indireta, mas fonte técnica confiável.

Fonte: Ground Guitar [12] (citando entrevista Premier Guitar Rig Rundown, 2016)
Marshall Super Bass 100 (1971) — Malcolm Young Fato — atribuição de carreira

Uma matéria da Guitar.com sobre o rig dos irmãos Young descreve Malcolm como tendo "consistentemente tocado através de um Marshall Super Bass de 1971" ao longo da carreira. Apesar do nome, o Super Bass é praticamente o mesmo circuito de pré-amp/potência 100W plexi do Super Lead de Angus, com um estágio de tom levemente diferente (menos agudo, historicamente usado também por guitarristas, não só baixistas). É a primeira fonte deste acervo a nomear um amplificador específico para Malcolm — a claim é de carreira geral, não confirmada sessão a sessão.

Fonte: Guitar.com [8]
03

Pedais e efeitos

nenhum documentado — som seco
Nenhum pedal ou efeito documentado Fato — ausência documentada

Nenhuma fonte consultada cita pedal, unidade de efeito ou processamento externo para esta fase da banda. O "grind" do riff é gain-staging entre guitarra e amplificador no talo — mesma conclusão do projeto de "T.N.T.", gravado poucos meses antes nos mesmos estúdios.

Cuidado de anacronismo — wireless Schaffer-Vega (SVDS) Inferência — o que NÃO usar

O sistema sem fio Schaffer-Vega Diversity System, hoje associado ao "tom do Angus" ao vivo, só entrou em uso a partir de agosto de 1977 — ouvido pela primeira vez em Powerage (1978). Mesmo na sessão mais tardia desta faixa (setembro de 1976), o SVDS ainda não existia no rig da banda; não deve entrar em nenhuma recriação desta gravação.

Fonte: Guitar.com [8]
04

Cadeias de sinal

rítmica · solo
Rítmica — Malcolm Young, riff principal
Gretsch Jet Firebird '63
3 ou 1 captador — incerto
Marshall Super Bass 100
no talo, sem pedal
Gabinete 4×12
captação ao vivo em estúdio
FATO: guitarra e amp documentados (amp = atribuição de carreira). INFERÊNCIA: microfonação exata. LORE: configuração de captadores nesta sessão específica (ver seção 01).
Solo — Angus Young
Gibson SG
captadores sem capa
Marshall Super Lead 100W
no talo, sem pedal
Gabinete 4×12 Greenback
seco, sem efeito
Mesma dupla guitarra/amp documentada no projeto de "T.N.T." — sem indício de pedal de boost nas fontes consultadas.
05

Recriação em modeladores

Helix · ToneX ONE+ · JMP-1 · TriAxis

Alvos: Line 6 Helix fw 3.80, IK ToneX ONE+ e os pré-amps valvulados Marshall JMP-1 e Mesa/Boogie TriAxis [13][14][15][16]. Inferência 2 vozes de guitarra: RÍTMICA (Malcolm, Super Bass, riff principal) · SOLO (Angus, Super Lead, break). Sem pedal em nenhuma das duas. O Super Bass e o Super Lead compartilham o mesmo circuito 100W plexi — nenhum dos 4 alvos modela o Super Bass como amp de guitarra separado, então a rítmica usa a mesma família de voicing do solo, com tom mais grave/menos agudo (INFERÊNCIA). Valores = ponto de partida.

Line 6 Helix · fw 3.80
2 snapshots: rítmica / solo
  • RRÍTMICA — Amp Brit Plexi (normal, não-bright — aproximação do Super Bass) · Drive 5,5–6,0 · Bass 6,0 · Mid 5,5 · Treble 5,0 · Presence 4,5 · Master 5,0–5,5 (no talo, sem chegar a fuzz). Deep — Sag 3,0 · Bias 5,0. Sem modulação, sem delay.
  • SSOLO — Amp Brit Plexi Brt (Super Lead, canal brilhante) · Drive 6,0–6,5 · Bass 5,0 · Mid 6,0 · Treble 6,5 · Presence 5,5 · Master 5,5–6,0. Mesmo cab, mais nível e mais agudo que a rítmica.
  • ·Cab pra tudo — 4×12 Greenback 25W · SM57 cap-edge 2 cm, 0–15° · Low Cut 90 Hz · High Cut 10 kHz. Delay/Reverb OFF (som seco de estúdio, 1976).
IK ToneX ONE+
1 preset por voz — rítmica / solo
  • RRÍTMICA — Tone Model capture de Plexi 100W no talo (amp only), EQ da própria captura levemente mais escura (aproximação do Super Bass) · Gain (ALT) 5,0–5,5 · Compressor OFF · Modulation OFF · Delay/Reverb OFF.
  • SSOLO — capture de Plexi 100W no talo (Super Lead) · Gain (ALT) 6,0–6,5. Cadeia fixa do ONE+ cobre bem este caso — sem modulação nem pitch exigidos por esta faixa.
Marshall JMP-1 — painel
pré-amp valvulado · uma janela Data só · Volume/Gain 0–20 · Bass/Middle/Treble/Presence −6 a +6 · Effect 0–12 [15]
RÍTMICA — canal OD 1 "Classic", Bass Shift ligado
Output Level
MarshallVALVE MIDI PRE-AMPJMP-1
PatchData
0311
PatchStore
Data
VolumeOD 111
GainOD 210
BassBass Shifton
MiddleClean 1+1
TrebleClean 2−2
PresenceMap−1
EffectChannel0
SOLO — mesmo canal OD 1, Bass Shift desligado, mais Volume/Treble
Output Level
MarshallVALVE MIDI PRE-AMPJMP-1
PatchData
0414
PatchStore
Data
VolumeOD 114
GainOD 212
BassBass Shiftoff
MiddleClean 10
TrebleClean 2+2
PresenceMap+1
EffectChannel0

Regra do LED: canal ativo (OD 1) aceso nas duas vozes. A diferença fica no Bass Shift (ligado na rítmica, pra imitar o corpo mais grave do Super Bass; desligado no solo, mais próximo do Super Lead) e em Volume/Treble/Presence, mais altos no solo. O JMP-1 não distingue Super Lead de Super Bass — a diferença é aproximação por EQ (INFERÊNCIA).

Mesa/Boogie TriAxis — painel
pré-amp valvulado · display de 2 dígitos (0.0–10) · modo Lead 1 — "Classic British Lead" [16]
RÍTMICA — Lead 1 Yellow, mais grave
07Preset
5.5Gain
5.0Treble
6.0Middle
6.5Bass
5.5LD1 Drive
0.0LD2 Drive
4.5Master
4.0Presence
0.0Dyn Voice
RHY
LD1
LD2
Output 5
SOLO — mesmo modo, mais agudo e Master
08Preset
6.0Gain
6.5Treble
5.5Middle
5.5Bass
6.0LD1 Drive
0.0LD2 Drive
5.0Master
5.0Presence
0.0Dyn Voice
RHY
LD1
LD2
Output 5

Regra do LED: Lead 1 Yellow nas duas vozes — mesmo degrau de ganho do projeto de "T.N.T." (plexi no talo, não high-gain 80s). A rítmica sobe Bass/Middle e desce Treble/Presence pra aproximar o Super Bass; o solo faz o inverso, mais próximo do Super Lead. Drive inativo = 0.0 com .dim. Valores = ponto de partida (INFERÊNCIA).

Notas: nenhum dos 4 alvos precisa lidar com pedal, modulação ou pitch nesta faixa. A maior dificuldade é de sourcing, não técnica: nenhum dos 4 alvos modela o Marshall Super Bass como amp de guitarra dedicado — toda a diferenciação da voz de Malcolm é EQ sobre o mesmo modelo de Plexi 100W usado pra Angus.

06

Estrutura da música

forma · letra/temática

Fato Afinação padrão (E A D G B E), tom de Mi menor — sem drop nem afinação alternativa, ao contrário de outras faixas do acervo. [4]

Forma da música

IntroVerso 1RefrãoVerso 2RefrãoSoloVerso 3RefrãoDirty Deeds ×4
0:000:150:461:001:311:452:162:473:09
Rítmica — riff principal (Malcolm) e versos/refrões, presente na maior parte da faixa Solo — break de Angus Young Breakdown final — título cantado 4× (versão australiana), termina em grito

Inferência Tempos aproximados sobre os 4:11 da versão australiana completa; só o marco de 3:09 (início do canto final) é documentado — o resto da forma é audível, não cronometrado por fonte primária.

Letra / temática

Do que fala

Fato Bravata cômica — o narrador se oferece pra fazer "trabalhos sujos" variados por um preço baixo, terminando cada oferta com um número de telefone que também é piada de duplo sentido com medidas corporais.

Autoria

Fato Angus Young, Malcolm Young e Bon Scott. [2]

Contexto

Fato Faixa-título do 3º álbum australiano da banda (20/set/1976); single australiano em 05/out/1976; lançamento internacional/EUA represado até 1981 pela Atlantic. [1][2]

07

Fato vs. lore

Guitarra do Angus

Fato É uma Gibson SG, capas dos captadores removidas por volta de 1975, guitarra principal em estúdio de 1975-76. Lore Ano exato do instrumento (1967, segundo Guitar.com, vs. 1970/71, segundo Ground Guitar) — não resolvido.

Amp do Angus

Fato Marshall 1959 Super Lead, segundo o técnico de guitarra da banda (via Premier Guitar) — atribuição indireta, mas fonte técnica, cobrindo os "2 ou 3 primeiros álbuns" (inclui este).

Guitarra do Malcolm

Fato Gretsch Jet Firebird 1963 "The Beast". Lore Configuração de captadores nesta sessão específica (3 ou já 1, ver seção 01) — janela de mod (1976/77) se sobrepõe à gravação.

Amp do Malcolm

Fato — atribuição de carreira Marshall Super Bass 100 (1971), segundo Guitar.com — 1ª fonte deste acervo a nomear um amp específico pra Malcolm; não confirmado sessão a sessão.

Wireless SVDS

Fato — exclusão Não estava em uso até agosto de 1977; não faz parte desta gravação (cuja última sessão é set/1976).

08

Fontes

16 referências · citadas no texto como [n]